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Sala de Aula - Cotidiano Educacional | Plen@rio Virtual - Tecnologia e Educação | Parangoleando

sábado, 21 de março de 2009

Veja como são a melhor e a pior escola de 1ª a 4ª série em SP

da Folha de S.Paulo/Folha Online

Balanço do Idesp (Índice de Desenvolvimento da Educação do Estado de São Paulo)
divulgou o desempenho das escolas públicas de São Paulo. De acordo com os dados, o ensino fundamental estagnou.

A equipe da Folha Online visitou as duas escolas e conversou com os pais da considerada pior instituição da categoria. Eles tiraram fotos da situação precária das dependências do colégio e reclamam da falta de higiene que as crianças ficam expostas na cozinha e no banheiro.

Veja o ranking das escolas estaduais da cidade de São Paulo

Nesta categoria de ensino fundamental, a escola Professora Blanca Zwicker Simões, localizada no Jardim Anália Franco, na zona leste de São Paulo, foi considerada a melhor. A nota que obteve foi 6,37 ultrapassando a meta da secretaria de educação que era de 5,97.

Já a pior escola, desta mesma categoria, foi a Dr. Genésio de Almeida Moura, que fica na Brasilândia. O colégio teve 1,08 de nota na análise e o esperado pela secretaria era que a instituição atingisse no mínimo 2,23 pontos.

Outro lado

A Secretaria da Educação admitiu os problemas. Afirmou que a Dr. Genésio de Almeida Moura tem quatro banheiros e que dois estão em reforma e ficarão prontos na próxima semana. Os outros, da direção, podem ser usados pelos alunos. Sobre a falta de professores, a secretaria afirmou que há docentes, mas que eles faltam e que irá chamar eventuais - que cobrem os ausentes - a partir de segunda-feira.
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Professores de 7 das 60 melhores escolas de SP não vão receber bônus

FÁBIO TAKAHASHI/EVANDRO SPINELLI da Folha de S.Paulo

Apesar de estarem entre as 60 melhores escolas da rede estadual na cidade de São Paulo, em sete delas os professores não receberão bônus por desempenho ou terão a gratificação reduzida, pois os colégios recuaram no indicador de qualidade.

Nessa situação, por exemplo, está a Professor Ennio Voss (no Brooklin, zona sul), que teve a nota mais alta de 5ª a 8ª série.

A Secretaria da Educação estabeleceu metas de melhoria para cada escola, com base no Idesp (índice que considera a nota dos estudantes em português, matemática e dados de evasão e reprovação).

Se a unidade atingir o patamar, professores e funcionários da ganharão 2,4 salários adicionais --ou 2,9 salários, caso a unidade passe o objetivo.

Devido a essa metodologia, professores de seis escolas de 5ª a 8ª na capital e uma de ensino médio, apesar de estarem entre as primeiras posições do ranking, não receberão o benefício, pois tiveram Idesp 2008 menor que o de 2007 (a reportagem analisou as 20 melhores escolas de 1ª a 4ª, 5ª a 8ª e ensino médio da capital).

A assessoria de imprensa da Secretaria da Educação do governo José Serra (PSDB) informou ontem que qualquer unidade que recuou ou estagnou no indicador não receberá o benefício. O objetivo do bônus, diz a pasta, é que todas as unidades melhorem, mesmo as que já estavam melhores que as outras. O governo afirma ainda que, por estarem com indicadores altos, o avanço esperado nestas unidades é menor.

Na escola Professor Ennio Voss, o Idesp 2007 foi de 4,33, numa escala de 0 a 10. No ano seguinte, recuou para 4,13, com uma meta de 4,4. A reportagem não conseguiu contato com a direção da unidade.

"Absurdo"

"Não pagar bônus para professores das melhores escolas é um absurdo, porque elas já estavam em um patamar muito alto", disse o presidente da Udemo (sindicato dos diretores das escolas estaduais), Luiz Gonzaga de Oliveira Pinto.

Já para o pesquisador da USP e Ibmec SP Naércio Menezes Filho, a metodologia está correta. "Há espaço para todas as escolas melhorarem. Não seria justo pagar para uma que não avançou nada."

A Secretaria de Estado da Educação afirmou que vai estudar o motivo pelo qual essas melhores escolas perderam rendimento.

Caso o professor trabalhe apenas na etapa de uma unidade que não atingiu a meta, ele não receberá nenhuma bonificação. Caso trabalhe em outra que tenha atingido o objetivo, o pagamento será proporcional.
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quarta-feira, 11 de março de 2009

Mais de 400 alunos da rede estadual do AM estudam em salas forradas de lona

KÁTIA BRASILda Agência Folha, em Manaus

Há pelo menos sete meses, alunos da rede estadual do Amazonas estudam em salas sob lonas improvisadas e chão de compensado em uma escola programada para ser padrão em Manaus.

A escola estadual Professora Euclídia Grana Ehm Filha fica no bairro Parque Residencial São Pedro, um dos mais pobres da zona oeste, formado principalmente por famílias de sem-terra. A Secretaria de Estado da Educação diz que os alunos serão transferidos ainda na próxima semana para um prédio no mesmo bairro.

Neste ano, 2.209 alunos foram matriculados na escola estadual, que é classificada como padrão pela secretaria porque tem ar-condicionado em todas as salas, laboratórios de informática e ciências, refeitórios e quadra coberta. O custo da obra, inaugurada em 2007, foi de R$ 4 milhões.

Mas as 12 salas não comportaram a demanda. Para 405 alunos, a saída foi estudar nas três salas de aula construídas com madeira e forradas de lona. Deles, 270 são alunos de dez a 12 anos de idade que cursam o sexto ano do ensino fundamental. "São três salas de aulas tão boas quanto qualquer sala de uma universidade. Tem piso de madeira, tem ar-condicionado, tem quadro, são iluminadas. É um sala convencional para atender uma emergência", afirma o secretário da Educação, Gedeão Amorim.

Ele diz que a secretaria está construindo na área da escola mais dez salas de aula, ao custo de R$ 1 milhão, para atender a demanda. Questionado sobre uma escola-padrão manter salas improvisadas, Amorim afirma que há sensacionalismo no caso. "Não há indignidade a gente frequentar ali. Outra opção seria no centro da cidade, mas as famílias não poderiam deslocar as crianças."

O coordenador do Movimento Nacional de Luta pela Educação, Antônio Fonseca, afirma que os pais dos alunos que estudam nas salas improvisadas relatam constrangimentos. "A sala é improvisada em cima de um tablado, tem goteiras. É uma situação constrangedora, vexatória para as crianças. Nós pedimos providencias há muito tempo", diz.
Fonte - Folha Educação
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"Entre os Muros da Escola" expõe a visão francesa do choque de civilizações

EDILSON SAÇASHIMA Da Redação

Existe um fosso que separa o professor e os alunos que protagonizam o filme "Entre os Muros da Escola", vencedor da Palma de Ouro no Festival de Cannes do ano passado. No microcosmo de uma sala de aula, a expressão "choque de civilizações" poderia ser usada para sintetizar a relação entre eles.
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sábado, 7 de março de 2009

Mercado emprega quase 75% de quem sai do ensino técnico

Pesquisa para medir a empregabilidade dos alunos foi feita pela primeira vez por órgão vinculado ao MEC

Raphael Hakime - especial para o Estado

SÃO PAULO - A Secretaria de Educação Profissional e Tecnológica (Setec), órgão vinculado ao Ministério da Educação (MEC), realizou, pela primeira vez, uma pesquisa para medir a empregabilidade dos alunos formados pelos cursos técnicos da rede federal. A 1ª Pesquisa Nacional de Egressos mostrou que 72% dos ex-alunos estão encaixados no mercado de trabalho - 65% destes na área em que estudaram - e, de cada dez alunos, seis têm salário na média da categoria. Foram entrevistados 2.657 ex-alunos, de todas as regiões do País, formados entre 2003 e 2007.

Leia a reportagem na edição do sábado, 7, de O Estado de S. Paulo

"Alguns órgãos vinculados ao comércio (Confederação Nacional do Comércio) e à indústria (Confederação Nacional da Indústria) estimam que faltem 200 mil profissionais de nível técnico no mercado brasileiro", diz o secretário de educação profissional e tecnológica da Setec/MEC, Eliezer Pacheco. "Faz parte da cultura da classe média brasileira o estudante fazer o ensino médio tradicional e se tornar bacharel, o que provoca a falta de técnicos no mercado."

Para padronizar a nomenclatura e reorganizar o setor técnico, o MEC elaborou um catálogo com 185 cursos. De acordo com a "cartilha", para ingressar em um deles, o aluno deve ter terminado o ensino fundamental e, para obter o diploma, apresentar o certificado de conclusão do ensino médio. Seu objetivo é acelerar a entrada do jovem no mercado de trabalho, sobretudo no setor produtivo. "O curso técnico ainda ajuda o estudante descobrir se aquela área realmente lhe interessa antes de entrar na faculdade", afirma a diretora de regulação e supervisão da Educação Profissional, Andréa Andrade.

De olho nessa demanda, o número de escolas técnicas se multiplica no Brasil. Em 2003, eram 2,7 mil. Em 2006, o censo escolar apontou a existência de 3,3 mil escolas. A Setec estima que esse número já esteja na casa dos 3,5 mil atualmente. Segundo Pacheco, só a rede federal possui 215 unidades em funcionamento e a meta é chegar a 366 no final do governo Lula (2010).

O Estado de São Paulo planeja adaptar as salas ociosas de 105 escolas estaduais - 60 no interior e 45 na grande São Paulo - em locais para receber cursos técnicos. De acordo com a Secretaria de Planejamento, 18 Centros Educacionais Unificados (CEU) também devem ser incluídos no programa e 43 mil alunos devem ser beneficiados. A implantação dos laboratórios será feita pelo Centro Paula Souza, órgão responsável pelas Escolas Técnicas Estaduais (Etecs), e o início das aulas está previsto para o início de 2010.

Apesar do crescimento de unidades, o número de matrículas no ensino técnico ainda é pequeno comparado a outras nações. "Cerca de 10% das matrículas do ensino médio são em nível técnico no Brasil. Para se ter uma ideia, países mais desenvolvidos, como a Coreia do Sul, têm índices entre 40% e 50%", afirma Andréa Andrade. Os dados do censo escolar de 2007 comprovam a afirmação. Dos 8,2 milhões de alunos do ensino médio, só 670 mil são no ensino técnico - 8% das matrículas.

Evasão

O curso técnico pode ser um artifício para amenizar o abandono no ensino médio. De acordo com um levantamento da ONG Ação Educativa, feito em 2007 com estudantes do ensino médio, 43% dos alunos, ao entrar no 1º ano, esperavam que a escola os preparasse tecnicamente para o mercado de trabalho, e 25% que ela os capacitasse para superar o vestibular. Para piorar, 8% dos alunos disseram que só permanecem no colégio para obter o diploma.

Segundo a socióloga e coordenadora da pesquisa, Ana Paula Corti, o ensino médio é um período que deve apresentar direcionamentos aos alunos, que sofrem com as escolhas pessoais necessárias nessa faixa etária. "O ensino médio não pode ser oferecido apenas como uma continuidade do ensino fundamental. Essa fase é estratégica na vida do aluno já que ele precisa decidir qual faculdade fazer e qual profissão seguir", afirma Ana Paula.

Proximidade com o mercado

Em São Paulo, o Instituto Federal de Educação Ciência e Tecnologia (IFSP) conta com 11 unidades espalhadas no estado e mantém cursos técnicos em todos. Para ingressar, o estudante precisa fazer um vestibular e a disputa é acirrada. No curso de técnico em informática em São Paulo, havia quase 50 candidatos por vaga no processo seletivo 2009.

O estudante Rafael Ferreira Diniz, de 16 anos, fez todo o ensino fundamental em escola pública e enfrentou a concorrência para ser aprovado no curso integrado de informática em 2008. Hoje no segundo ano, ele já conseguiu estágio na área dentro da própria instituição. "O curso é focado em programação de sistemas, desenvolvimento de softwares e tecnologia da informação. Em dois dias na semana tenho aulas das matérias técnicas e aprendo as disciplinas do ensino médio nos outros três", diz Rafael, que, após o curso, pretende fazer engenharia de computação e se especializar em softwares.

A colega de sala Juliane Vasconcelos prestou e passou em três vestibulinhos para escolas técnicas em 2008, mas preferiu fazer informática no IFSP. "Quem quer consegue estágio. Recebi uma proposta para trabalhar de manhã, mas só não estou trabalhando (fazendo estágio) porque minha mãe achou melhor eu só estudar no início do curso", revela a aluna de 15 anos que sonha falar quatro línguas e trabalhar em uma multinacional.

O curso técnico geralmente é criado para suprir a demanda de mão-de-obra de uma região. Foi isso o que aconteceu no campus de Cariacica do Instituto Federal do Espírito Santo (IFES). "Em 2006, fizemos uma parceria com a Vale do Rio Doce para estruturar os cursos de ferrovias e de portos. Apesar da crise financeira atual, a maior parte dos profissionais que formamos conseguem emprego (na mineradora)", afirma o coordenador do curso de ferrovias, Fábio Uliana. Em agosto de 2008, a escola formou sua primeira turma.

A Vale foi o destino do ex-aluno do curso técnico em ferrovias, Jorge Miguel Ribeiro da Silva, de 20 anos. "Procurei o curso de ferrovias porque sabia que existia uma empresa forte do setor no estado, que é a Vale", diz. Após um processo seletivo com cerca de 50 pessoas, Jorge Miguel foi escolhido e conseguiu o emprego antes mesmo de concluir o curso. "A Vale ia buscar alunos para estágio no Cefet. A ideia é que todos fossem contratados, mas a crise econômica acabou prejudicando esse plano", revela.
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Educação nas telas

Sérgio Rizzo

No Rio de Janeiro, uma professora de escola pública protege um aluno perseguido ao mesmo tempo por uma quadrilha de traficantes de drogas e por policiais corruptos. Também no Rio, um projeto de ensino de música transforma a vida de jovens de comunidades carentes. Em Paris, um professor de língua francesa em uma escola da periferia, freqüentada por muitos filhos de imigrantes, se esforça para dar conta do programa e convencer os alunos da importância de se dedicar aos estudos. E, em Nova York, a diretora de uma escola católica suspeita que o padre da paróquia, também professor, cometeu assédio contra um aluno.Essas quatro histórias trazem de volta aos cinemas o olhar sobre a educação, tanto no ensino formal quanto no informal, bem como sobre os educadores e seu papel na sociedade contemporânea. Os brasileiros Verônica, de Maurício Farias, e Contratempo, de Malu Mader e Mini Kerti, se juntam ao francês Entre os muros da escola, de Laurent Cantet, e ao norte-americano Dúvida, de John Patrick Shanley, nessa leva recente de filmes - alguns baseados em fatos verídicos, outros apenas inspirados neles - que contribuem para ampliar o debate social sobre temas educacionais, alcançando um público mais amplo do que o de profissionais da área.

Em Verônica, o filho de um contador que trabalha para o tráfico (Matheus de Sá) sobrevive ao massacre da família porque estava na escola. Como os pais não aparecem para buscá-lo, sua professora (Andréa Beltrão) se oferece para levá-lo até sua casa, em uma favela. Ao descobrir que os pais foram mortos e os traficantes procuram o menino, decide protegê-lo e se recusa também a entregá-lo às autoridades porque o pen drive que o pai confiou ao filho traz um vídeo com imagens que incriminam policiais ligados ao tráfico. Verônica não confia nem mesmo no ex-marido (Marco Ricca), policial que talvez mantenha relações com colegas corruptos.

Farias diz que participou de duas sessões promovidas exclusivamente para profissionais da educação - uma em São Paulo (que também reuniu alunos), realizada pelo Sistema Anglo de Ensino, um dos patrocinadores do filme, e outra no Rio de Janeiro, no Clube do Professor do Unibanco Arteplex. "Foi maravilhoso, espetacular", lembra o cineasta, que dirigiu também O coronel e o lobisomem (2005) e A grande família - O filme (2007). "Vi cenas incríveis, professoras chorando. A identificação foi muito forte e o filme as tocou bastante. Não tínhamos a preo­cupação de abordar isso (as condições de trabalho do professor) em primeiro plano, mas a realidade é muito forte."

A detalhada caracterização da personagem e a interpretação de Andréa Beltrão ajudam, de fato, a provocar identificação imediata com todo espectador que conheça, ainda que superficialmente, o cotidiano de milhares de professoras da Educação Básica na rede pública do país. Verônica trabalha muito, em condições às vezes impróprias, e se esvai física e mentalmente por causa disso; leva tarefas para casa, o que aumenta o desgaste e contribui para que negligencie a vida pessoal; o salário permite que sobreviva dignamente, mas não muito mais do que isso - a personagem mora em uma quitinete, em bairro popular do Rio, e não tem acesso a canais de TV paga, o que deixa o filho do contador estupefato, pois ele mora na favela e tem ("TV a gato", como bem observa Verônica).

A diversidade cultural é um fator bem presente no francês Entre os muros da escola - e nem sempre bem resolvidoO cenário social de Verônica é muito semelhante ao do documentário Contratempo, que acompanha a rotina de jovens que participavam, em 2006, do projeto Villa-Lobinhos. Recrutados em favelas do Rio de Janeiro, eles freqüentavam aulas de música e faziam apresentações, promovidas também no âmbito de outros grupos dos quais participavam. Alguns deles, por exemplo, vão tocar em um concerto beneficente em Nova York. Com isso, ganham perspectiva de futuro que, sem a dedicação à música, dificilmente teriam. Há, no entanto, quem fique pelo caminho, e ao menos uma das histórias - a do rapaz que abre o filme, cujo desfecho é revelado apenas no final - é especialmente dramática ao ilustrar o que a sociedade brasileira reserva a milhares de jovens.

Vencedor da Palma de Ouro no Festival de Cannes do ano passado e candidato ao Oscar-2009 de melhor filme estrangeiro, Entre os muros da escola se inspira na "tragicomédia ordinária de um professor de francês", o romance Entre les murs, com lançamento no Brasil previsto para março, simultaneamente à chegada do filme ao país. O autor, François Bégaudeau, se baseou em suas próprias experiências em uma escola na periferia de Paris para "divisar o discurso por meio dos fatos, as idéias pelos gestos" - e, assim, "apenas documentar o trabalho cotidiano" de um educador hoje na França.Diretor de A agenda (2001), que também lança um olhar semidocumental sobre o mundo do trabalho (e a perda de identidade representada pelo desemprego), Cantet recrutou o próprio Bégaudeau para interpretar o papel do professor e adotou o princípio de observar a escola como uma espécie de câmera de eco da sociedade - tudo o que ocorre ali, entre muros, é apenas reverberação do que acontece no entorno. O extraordinário trabalho com os adolescentes que interpretam os alunos, todos usando seus nomes verdadeiros, faz o espectador acreditar que havia câmeras ocultas dentro da sala de aula e em outros ambientes da escola.

Entre os muros da escola já se configura, tanto pelos métodos de realização quanto pelo diagnóstico da escola como instituição em crise profunda, como um dos grandes filmes em torno da relação ensino-aprendizagem e da responsabilidade social que se atribui ao trabalho dos educadores. Esses temas aparecem também em Dúvida, baseado em peça do próprio Shanley ambientada em 1964. Para educadores, o interesse se concentra na descrição da gestão autoritária de uma escola religiosa por uma freira (Meryl Streep) que procura controlar tudo à sua volta e nos dilemas de uma jovem professora (Amy Adams) pressionada a denunciar um padre (Philip Seymour Hoffman).

Fonte - Revista Educação
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O mediador da escola

Elo entre educadores, pais e estudantes, o orientador educacional atua para administrar diferentes pontos de vista.
Foto: Rodrigo Erib
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domingo, 15 de fevereiro de 2009

Poesia, leitura, análise e interpretação na Casa das Rosas

A Casa das Rosas promove curso de poesia, leitura, análise e interpretação. O curso tem por objetivo, em sua parte teórica, fornecer fundamentos para leitura, análise e interpretação de poemas e, em sua parte prática, discutir poemas de autores brasileiros e estrangeiros de diferentes épocas, bem como dos próprios alunos. Aspectos relativos à tradução de poesia também serão considerados.O curso é ministrado por Marcelo Tápia e acontece nos dias 14 e 28 de fevereiro das 10h30 às 13h30 na Casas da Rosas, Av. Paulista, 37 - Bela Vista, São Paulo.
Mais informações no telefone (11) 3285-6986 e (11) 3288-9447.
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A crise chegará à educação?

Depois de registrar a menor taxa média de inadimplência dos últimos anos em 2008, escolas particulares se preparam para enfrentar os efeitos da recessão mundial.

Fabiana Macedo e Fernanda Dângelo


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Quem decide o que se ensina

A definição do currículo escolar, do modo de implantá-lo e do grau de autonomia do professor são questões que explicitam os crescentes conflitos sobre as concepções que dividem o campo educacional.
Beatriz Rey


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